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Tung Tung Tung Sahur vira centro de disputa internacional sobre autoria de imagens criadas com inteligência artificial
Tung Tung Tung Sahur, personagem criado em 2025 por um adolescente indonésio conhecido como Noxa, tornou-se alvo de uma disputa judicial nos Estados Unidos envolvendo o direito de uso do personagem em um jogo popular do Roblox.
Tung Tung Tung Sahur, personagem criado em 2025 por um adolescente indonésio conhecido como Noxa, tornou-se alvo de uma disputa judicial nos Estados Unidos envolvendo o direito de uso do personagem em um jogo popular do Roblox.
Criado com uma ferramenta de geração de imagens da OpenAI, o personagem é baseado no kentongan, instrumento usado para acordar muçulmanos do Sudeste Asiático antes da refeição do amanhecer durante o Ramadã. A figura integra o universo de vídeos conhecidos como “brain rot italiano”.
O personagem alcançou centenas de milhões de visualizações no YouTube e no TikTok, além de aparecer em fantasias, ilustrações de fãs, animações, bichos de pelúcia, perfumes e adesivos. Também está previsto que seja incluído como visual no jogo Fortnite.
A empresa de jogos Do Big Studios lançou, em maio de 2025, o jogo “Steal a Brainrot”, que rapidamente se tornou um dos mais populares do Roblox. Em setembro de 2025, as empresas Spyder Games e Speedy Simulator Gaming receberam uma notificação extrajudicial da agência francesa Mementum, que representa Noxa, por causa do uso de Tung Tung Tung Sahur no jogo.
A disputa envolve a interpretação da lei de direitos autorais dos Estados Unidos, que protege criações feitas por seres humanos. Documentos apresentados por Mementum indicam que o personagem foi desenvolvido em 15 minutos, a partir de sete comandos, enquanto a empresa responsável pelo jogo afirma que intervenções humanas tão limitadas não seriam suficientes para garantir autoria.
O The Guardian relata que Mementum também acionou mecanismos da União Europeia para pedir a retirada do personagem do jogo e abriu uma disputa relacionada a marca nos Estados Unidos. Especialistas avaliam que o caso pode influenciar critérios jurídicos e práticas de documentação para obras produzidas com participação de inteligência artificial.
Por que importa: A disputa pode definir quem terá direito econômico sobre personagens criados com inteligência artificial e popularizados coletivamente na internet, afetando artistas, empresas de tecnologia, desenvolvedores de jogos e comunidades que transformam imagens em fenômenos culturais.
Reportagem original apurada por The Guardian.
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