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Reino Unido mantém tecnologia fora das sanções ligadas à ocupação da Cisjordânia

Em setembro de 2026, o governo do Reino Unido declarou ilegal a ocupação da Cisjordânia e anunciou sanções contra empresas que contribuam para a expansão de assentamentos israelenses, mas excluiu serviços de tecnologia usados na administração da ocupação.

revisada por Elias
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Ilustração editorial: Uma ponte digital liga os contratos públicos britânicos aos sistemas que controlam permissões, registros e passagens na Cisjordânia.
Fonte Imagem gerada por IA · Fonte: Computer Weekly

Em setembro de 2026, o governo do Reino Unido declarou ilegal a ocupação da Cisjordânia e anunciou sanções contra empresas que contribuam para a expansão de assentamentos israelenses, mas excluiu serviços de tecnologia usados na administração da ocupação.

As novas medidas britânicas atingem empresas envolvidas em construção, infraestrutura, financiamento e imóveis para assentamentos. O pacote não prevê embargo a programas, serviços de nuvem, bancos de dados ou sistemas de controle de circulação.

A legislação britânica estabelece uma diferença em relação à Rússia, que enfrenta proibição ampla ao fornecimento de programas empresariais e serviços de nuvem. O professor Andrew Sanger, da Universidade de Cambridge, afirmou que não há base jurídica convincente para tratar Rússia e Israel de maneira diferente.

Segundo relatório da organização Who Profits, Microsoft, Google, Oracle e IBM fornecem sistemas ligados ao regime de permissões que controla o deslocamento de palestinos. A Microsoft opera o aplicativo Al Munasseq e sistemas de registro populacional, enquanto Oracle e IBM participam de plataformas usadas para autorizações de trabalho, cadastros e travessias.

O projeto Nimbus, vencido por AWS e Google em 2021, prevê uma migração de vários serviços para nuvens instaladas em Israel. O acordo inicial é estimado em 4 bilhões de shekels, com prazo de sete anos e possibilidade de extensão por até 23 anos.

Dados da Tussell indicam que sete empresas de tecnologia citadas no relatório mantiveram cerca de 1,66 bilhão de libras em contratos com o setor público britânico em 2024 e 2025. A análise do Computer Weekly também aponta que os três maiores fornecedores de nuvem atendem a mais de 90% do setor público do Reino Unido.

Por que importa: A dependência britânica de grandes empresas de tecnologia cria um risco jurídico e de contratação pública, porque o governo pode sancionar assentamentos enquanto continua comprando serviços das companhias que fornecem a infraestrutura digital usada na ocupação.

Reportagem original apurada por Computer Weekly.

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