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Pull The Plug protesta contra empresas de inteligência artificial em Londres
Integrantes do grupo Pull The Plug interromperam na quinta-feira (1º de outubro) um jantar da indústria de tecnologia em Londres, no Reino Unido, durante um discurso de um executivo da fabricante de chips Nvidia.
Integrantes do grupo Pull The Plug interromperam na quinta-feira (1º de outubro) um jantar da indústria de tecnologia em Londres, no Reino Unido, durante um discurso de um executivo da fabricante de chips Nvidia.
A bartender Emma, de 28 anos, participou pela primeira vez de uma ação direta ao lado de outros três ativistas. O grupo estendeu uma faixa e gritou “Desliguem a Nvidia” e “Desliguem a Palantir” antes de ser retirado do hotel Claremont.
O Pull The Plug foi criado em janeiro e reúne cerca de 300 integrantes, em sua maioria com idades entre 20 e 40 anos. Segundo os organizadores, o movimento recebe apoio financeiro de uma pessoa anônima que trabalha no setor de tecnologia.
A organização defende ações diretas contra o avanço da inteligência artificial. No mês anterior, uma integrante interrompeu uma conferência em Londres com um discurso que recebeu 153 mil curtidas no Instagram e foi noticiado pelo Washington Post.
Outros grupos também cresceram após notícias sobre riscos da inteligência artificial. A PauseAI, presente em 17 países, registrou 681 inscrições semanais durante o período em que vieram a público alertas sobre agentes de IA fora de controle e sobre os possíveis riscos de sistemas superinteligentes.
O movimento alcança diferentes gerações e pautas, incluindo estudantes preocupados com suas carreiras e moradores contrários à construção de centros de processamento de dados. Na Escócia, a organização Action to Protect Rural Scotland ampliou sua lista de apoiadores de 400 para 4 mil pessoas.
Por que importa: A mobilização mostra que a oposição à expansão da inteligência artificial deixou de se limitar a especialistas e passou a envolver grupos comunitários, estudantes e ativistas ambientais, enquanto a falta de regras sobre riscos tecnológicos pode aumentar a tensão e favorecer ações cada vez mais radicais.
Reportagem original apurada por The Guardian.
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