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Pentágono acelera compras de inteligência artificial pelo programa Tradewinds
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos usa, em 2026, o programa Tradewinds para avaliar produtos de inteligência artificial apresentados em vídeos de até cinco minutos e agilizar compras para suas operações militares.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos usa, em 2026, o programa Tradewinds para avaliar produtos de inteligência artificial apresentados em vídeos de até cinco minutos e agilizar compras para suas operações militares.
Administrado pelo Chief Digital and Artificial Intelligence Office, o Tradewinds recebe vídeos sobre áreas estratégicas definidas pelo governo. Um painel de avaliadores analisa as inscrições pelo menos uma vez por mês e decide quais entram no Tradewinds Solutions Marketplace.
Os produtos aceitos recebem o status de “pós-competitivos”, o que pode atender a exigências de concorrência previstas em regras de contratação e reduzir o tempo até a assinatura dos contratos. Segundo um funcionário do Departamento de Defesa, algumas compras foram concluídas em menos de uma semana. OpenAI, Anthropic e Google aparecem como participantes.
Criado no fim de 2022, o programa passou a priorizar, em 2026, tecnologias capazes de ampliar a letalidade das forças e agentes de inteligência artificial que auxiliem no processo conjunto de seleção de alvos, incluindo a execução da cadeia de ataque. A solicitação orçamentária da Casa Branca para 2027 prevê US$ 1,5 trilhão para o Departamento de Defesa.
A entrada no mercado também facilita contratos de outro tipo, que não estão sujeitos a algumas exigências federais de aquisição. O Pentágono pode gastar até US$ 500 milhões em um único contrato desse tipo sem notificar o Congresso. A Wired ouviu críticas da senadora Joni Ernst, que apontou riscos de custos questionáveis, baixa supervisão, menor transparência e dificuldade para rastrear os resultados.
Por que importa: O Tradewinds reduz barreiras para empresas de inteligência artificial venderem ao setor militar, mas também amplia o debate sobre transparência, controle público e influência de companhias privadas na direção tecnológica do Pentágono.
Reportagem original apurada por Wired.
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