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Palantir enfrenta mais de 44 mil objeções ao uso de dados do NHS

Mais de 44 mil pessoas apresentaram objeções legais para impedir que o NHS England compartilhe, armazene ou use seus dados pessoais na plataforma nacional de informações médicas operada com tecnologia de inteligência artificial da Palantir.

revisada por Elias
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Ilustração editorial: Uma caixa-preta cercada por milhares de chaves, enquanto o sistema de saúde tenta provar quem pode abri-la e para quê.
Fonte Imagem gerada por IA · Fonte: The Guardian

Mais de 44 mil pessoas apresentaram objeções legais para impedir que o NHS England compartilhe, armazene ou use seus dados pessoais na plataforma nacional de informações médicas operada com tecnologia de inteligência artificial da Palantir.

As solicitações citam o artigo 21 do Regulamento Geral de Proteção de Dados do Reino Unido e afirmam que a participação da Palantir compromete a confiança na confidencialidade das informações do NHS.

A campanha coordenada por 38 Degrees também pediu que o NHS suspenda o processamento dos dados dos manifestantes enquanto os pedidos principais são analisados.

A Palantir afirma que sua plataforma conecta dados sobre agendas cirúrgicas e planejamento de altas, contribuindo para 117 mil operações adicionais, redução de 14,3% nos atrasos de alta de pacientes internados por longos períodos e melhora de 5,6% na identificação de casos de câncer em até 28 dias.

Centenas de milhares de pessoas assinaram petições contra o acordo de 330 milhões de libras entre o governo e a Palantir, cuja vigência começa em fevereiro de 2027. Dois comitês da Câmara dos Comuns pediram ao Partido Trabalhista que avalie o uso de uma cláusula de rescisão.

A Anistia Internacional e o grupo Just Treatment realizaram um protesto diante da sede da Palantir em Londres, enquanto críticos também questionaram se os benefícios da plataforma para a saúde pública são tão expressivos quanto a empresa afirma. As informações foram publicadas pelo The Guardian.

Por que importa: O caso coloca em disputa a confiança pública no uso de dados médicos, a participação de uma empresa estrangeira em uma infraestrutura nacional de saúde e a comprovação dos benefícios prometidos pelo acordo com a Palantir.

Reportagem original apurada por The Guardian.

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