A OpenAI publicou mais de 370 resultados matemáticos na terça-feira (6 de outubro), em temas como álgebra, computação teórica e lógica matemática.
Os resultados foram apresentados como demonstração das capacidades de alguns dos modelos de inteligência artificial mais avançados da empresa.
Em setembro, a OpenAI resolveu a equação de Navier-Stokes, um dos problemas matemáticos mais difíceis do mundo, que oferece recompensa de US$ 1 milhão para quem encontrar uma solução.
O Instituto de Estudos Avançados de Princeton afirmou não apoiar o uso de modelos proprietários inacessíveis à comunidade matemática para testar problemas avançados. A organização alertou que sistemas de inteligência artificial podem produzir argumentos que os próprios usuários não conseguem compreender, verificar ou assumir como responsabilidade.
A OpenAI anunciou que trabalhará com o instituto para dar aos matemáticos participação nas decisões sobre o desenvolvimento da área, mas não indicou que deixará de testar seus modelos com problemas avançados. Especialistas também questionam se os resultados estão sendo devidamente avaliados.
O matemático Tristan Buckmaster afirmou ao The Guardian, em entrevista ao New York Times, que pesquisadores podem ter fornecido informações aos modelos durante as tentativas de resolver equações, ajudando-os a chegar aos resultados. O conselho consultivo pediu acesso equitativo aos modelos para a comunidade matemática global.
Por que importa: A disputa mostra que o avanço da inteligência artificial na pesquisa matemática pode criar uma divisão entre empresas com modelos proprietários e pesquisadores sem acesso a essas ferramentas, além de dificultar a compreensão e a verificação humana dos resultados.
Reportagem original apurada por The Guardian.
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