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Cognition abre escritório em SP para escalar Devin entre grandes empresas brasileiras
Cognition, criadora do Devin, abriu escritório em São Paulo com meta de dez funcionários até o fim do ano. Base atual inclui Nubank, Itaú, B3, Santander, Natura, iFood e Mercado Livre.
O fato
A Cognition, criadora do Devin, inaugurou seu primeiro escritório na América Latina, em São Paulo, com meta de chegar a cerca de dez funcionários locais até o fim do ano. Segundo reportagem do Startups, a empresa já atende mais de dez clientes de grande porte no país, entre Nubank, Itaú, B3, Santander, Natura, iFood e Mercado Livre. A operação brasileira terá account directors e forward deployed engineers dedicados à adoção do agente de engenharia em ambientes enterprise.
O que muda na prática
A presença local substitui o modelo anterior de ponte aérea, em que engenheiros americanos passavam quatro dias no Brasil e dois em casa toda semana para atender Itaú e Santander. Com escritório próprio, a Cognition passa a contratar account directors com formação técnica e mantém forward deployed engineers trabalhando dentro do cliente após o fechamento do contrato. A empresa estima manter no Brasil a mesma proporção entre engenheiros embarcados e carteira que opera nos Estados Unidos. "A gente percebeu rápido que os nossos maiores casos de sucesso foram clientes onde a gente dedicou muito recurso localizado", resumiu Guilherme Grupenmacher, head de Estratégia e Operações da Cognition para a América Latina.
Pra quem muda
Times de engenharia de grandes corporações brasileiras ganham caminho mais curto para experimentar o Devin em produção, com suporte local dedicado. Consultorias de TI que revendem desenvolvimento assistido por IA sentem pressão de preço: o agente passa a competir por entrega, não por aceleração de times internos. Para o ecossistema, o movimento confirma que labs americanos de IA aplicada a software estão tratando o Brasil como mercado prioritário.
O que já existe no acervo
Busca feita no canal e no portal nesta janela: não há cobertura específica prévia sobre a Cognition ou o Devin publicada com link verificável.
A ressalva honesta
A operação brasileira começa com escala pequena (dez pessoas até o fim do ano) e depende da tração comercial que a Cognition converter em contratos locais após a abertura do escritório. O custo de manter engenheiros embarcados em cada cliente corporativo é alto e pode comprimir margem até que a base instalada justifique a estrutura. A narrativa oficial cita Nubank como primeiro cliente enterprise, mas a relação começou em 2023, antes do Devin virar produto comercial: o histórico não é venda tradicional, é cocriação com banco disposto a apostar cedo.
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