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Center for Humane Technology demite metade da equipe e adota modelo liderado por fundadores
O Center for Humane Technology, organização norte-americana cofundada por Tristan Harris, anunciou em outubro de 2026 a demissão de cerca de metade dos funcionários que não são fundadores e o fim das áreas de pesquisa política e litígio.
O Center for Humane Technology, organização norte-americana cofundada por Tristan Harris, anunciou em outubro de 2026 a demissão de cerca de metade dos funcionários que não são fundadores e o fim das áreas de pesquisa política e litígio.
Nove pessoas deixarão a organização, incluindo a diretora-executiva Julie Guirado e a diretora sênior de estratégia Camille Carlton. O conselho decidiu concentrar as atividades em educação pública, informes direcionados e coordenação privada conduzidos pelos fundadores.
A mudança ocorre após vitórias judiciais contra empresas de redes sociais, em processos apoiados por pesquisas que acusavam as plataformas de serem projetadas para manter crianças presas às telas. As funções de apoio a litígios e avaliação de ferramentas de inteligência artificial serão encerradas.
Fundado em 2017, o Center for Humane Technology tem orçamento anual de aproximadamente US$ 6 milhões e reservas de valor semelhante. A organização é financiada por famílias ricas e fundações e disputa recursos e atenção com outras entidades que tentam influenciar a política de inteligência artificial.
Tristan Harris ampliou sua atuação contra os riscos da inteligência artificial, apoiando uma petição pela suspensão do desenvolvimento da tecnologia, participando da organização de uma audiência no Congresso dos Estados Unidos e aconselhando processos contra laboratórios. A Wired informou que ele também estrelou o documentário The AI Doc, lançado pela Netflix em setembro de 2026.
Por que importa: A decisão mostra como uma organização que ajudou a popularizar críticas às redes sociais está trocando pesquisas, processos e pressão institucional por uma estratégia centrada na visibilidade de seus fundadores, o que pode alterar a forma como riscos da inteligência artificial chegam ao público e aos responsáveis por decisões.
Reportagem original apurada por Wired.
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