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Anthropic transforma parcerias de inteligência artificial em entrada nos mercados dos clientes
A Anthropic passou a lançar produtos que concorrem diretamente com empresas atendidas por seus modelos, movimento observado em design, direito, suporte, saúde e descoberta de medicamentos ao longo do último ano.
A Anthropic passou a lançar produtos que concorrem diretamente com empresas atendidas por seus modelos, movimento observado em design, direito, suporte, saúde e descoberta de medicamentos ao longo do último ano.
Segundo a Inc42, o padrão envolve vender o modelo, integrá-lo ao trabalho mais valioso do cliente, aprender como a empresa opera e lançar um produto concorrente. A parceria com a Figma ilustra esse movimento: três dias após a saída de Mike Krieger do conselho da empresa, a Anthropic lançou o Claude Design, ferramenta voltada ao mesmo mercado.
A Anthropic também manteve a Harvey como caso de sucesso para análise de contratos, diligência e litígios, enquanto lançou, em maio, o Claude for Legal para vender fluxos semelhantes diretamente a escritórios de advocacia. A Harvey tem avaliação de US$ 11 bilhões.
O mesmo movimento apareceu em outros setores. A OpenAI passou a oferecer o Presence, agente de voz e atendimento que concorre com soluções da Intercom, e lançou o ChatGPT for Healthcare depois de empresas como Abridge e Ambience desenvolverem documentação clínica com sua tecnologia. A Anthropic também lançou o Claude Science após a Benchling incorporar o Claude à pesquisa biotecnológica de mais de 1.300 empresas.
Na indústria farmacêutica, a Bristol Myers Squibb colocou o Claude à disposição de mais de 30 mil funcionários em maio. Em 30 de junho, a Anthropic anunciou o Claude Science e programas próprios de descoberta pré-clínica de medicamentos. No mesmo dia, as ações da Schrödinger caíram até 8,3%, as da Recursion recuaram 3,3% e as da IQVIA perderam mais de 2,3%.
Por que importa: Empresas que integram inteligência artificial de fornecedores aos seus processos mais estratégicos podem acabar compartilhando dados e conhecimento que ajudam esses mesmos fornecedores a criar produtos concorrentes. A alternativa apontada pela matéria é proteger a vantagem proprietária com modelos abertos, implantação privada e sistemas operados dentro da própria empresa.
Reportagem original apurada por Inc42.
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